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UFC é o Triathlon das lutas?
ter 06 jul/21

UFC é o Triathlon das lutas?


Um breve introito

Antes, para elucidar e trazer mais informações para o texto, irei relembrar um imbróglio que tive há alguns anos atrás com um dos maiores ícones do vale tudo e intelectual do esporte: João Alberto Barreto, autor do livro, “Do Vale Tudo brasileiro ao Mixed Martial Arts”.

Irei resumir, para não ficar enfadonho. Estava, como de costume, correndo atrás de mostrar o meu trabalho de scoulting para pessoas já reconhecidas no MMA, buscando uma oportunidade. Nos encontramos numa palestra e trocamos contato, tel (naquela época não se usava muito o Whatsapp, tínhamos de calcular uma hora que incomodaria menos, sempre um constrangimento) e combinamos de nos reunir algumas vezes.

Ali, como bom anfitrião, seja pessoalmente ou por telefone, sempre me tratava muito bem, como se já me conhecesse há anos, me chamava de amigo, etc, etc.

Apresentei o meu trabalho para ele, e li o seu livro sobre as origens do MMA, desde sua época no Vale Tudo.

Quem é João Alberto Barreto?

João Alberto Barreto foi considerado por Hélio Gracie o melhor de todos os alunos e emérito representante da família Gracie, mesmo sem ser da família, do mesmo sangue, por muitos anos. Salvo a memória me traia, seu apogeu foi na década de 50 – está tudo documentado e relatado no livro – a história é muito bacana.

O mestre João Alberto Barreto permaneceu amigo e leal a Hélio Gracie até o final de sua vida. O faixa vermelha me disse que eles costumavam almoçar juntos pelo menos uma vez por semana, sempre, desde muitos anos, talvez décadas.

Do Vale Tudo Brasileiro ao Mixed Martial Arts

Então li o livro…

Marcamos de nos encontrar num restaurante (chique) no Forte de Copacabana. Sabe aquele lance de comer com três garfos, facas, lenço bonito, vista para o mar, aquele definitivamente não era o meu lugar “suburbano”.

Passei vergonha: copiei pedido, quando o mestre colocava a mão na colher, eu também colocava, porém… A minha educação não me permitia comer na mesma velocidade que todo mundo.

Enfim…

Por telefone (antes do encontro), o mestre João Alberto fez questão que lesse seu livro e anotasse as dúvidas, para que a gente eventualmente viesse a debater, trocar amenidades.

Dissequei o livro e anotei mais de 40 perguntas. Ele, por telefone, estava entusiasmado. “Um bom discípulo, questiona o seu mestre”! Fiquei embevecido.

Álvaro Barreto

Chegando ao restaurante, encontro com seu irmão, Álvaro Barreto, também faixa vermelha, doutor em ed. Física. Para se ter noção da importância do mestre Álvaro Barreto, até nome de ginásio na UFRJ ganhou. Estava em um bate papo com a história do esporte, literalmente.

Trocamos ideia sobre o livro de seu irmão.

E numa das linhas de pensamento tinha a teoria sobre a qual o que um atleta precisaria ser para se transformar num “Tough Guy” (cara durão, casca grossa – o atleta de MMA perfeito).

Tough Guy

Segundo o mestre João Alberto, o “Cara Durão”, deveria ser nota 7 em todas as artes marciais. Citou Jon Jones como este modelo de atleta perfeito, e o livro se desenrola mais ou menos em torno desta questão.

Triathlon

Tive a “feliz” ideia de questionar este tópico, ai que entra o Triathlon.

Conversando com o mestre Álvaro, doutor em educação física, expus an passant (breve) meu ponto de vista, dando como exemplo a Ronda Rousey:

“Mestre, eu enxergo o MMA da mesma forma que o Triathlon, são mais ou menos 3 esportes de alta performance onde você deve ser especialista em um, e no resto, nota 5, 6. Pois não existe lastro de treino para ser bom em tudo.” Jon Jones, apesar de por muito anos se destacar sobre todos de sua categoria, não era bom em tudo. Seu wrestling é de nível olímpico, talvez; mas sua trocação e o seu jiu é bem mediano. Tanto que, quando se deparou com especialistas; Gustafsson e Reyes, quase levou atraso. Por mais que tenha finalizado faixas pretas, sendo branca, qual grappling com BJJ de nível Jon Jones pegou em sua carreira?

O mestre Álvaro concordou. Mas, disse de forma amistosa, sutilmente… (estava tão empolgado que deixei passar batido)”meu irmão, a única pessoa que ele aceita que discorde dele, sou eu. E já tivemos um desentendimento sério que levaram muitos anos para passar”.

Problematizando o livro

Eis que chega o mestre, João Alberto…

Levanto a mesma questão ao próprio, autor do livro.

O homem ficou absorto!

Claro, de forma muito elegante, começou a questionar o meu trabalho (sem ter lido) de uma ponta a outra, afirmando que não poderia trabalhar como analista de MMA, se não era um faixa preta de BJJ e começou a me perguntar sobre posições, defesas, como que se dava um treino de jiu. Esqueceu do livro e começou a desqualificar o meu trabalho, até então “maravilhoso”.

Fiquei sem reação, apenas disse que não dava treino, apenas mostrava os números e auxiliava os treinadores com a estratégia de luta: trocação, entrada de quedas, finalizações, curva de performance. Mas, de nada adiantou. Aquele dia foi realmente chato. Mas, de fato aconteceu.

Fui abalroado, mas serviu de aprendizado.

Sempre teremos pedras no caminho. Sempre. O importante é seguir em frente e ter fé, acreditar muito, trabalhar triplicado e seguir em frente. Deus trata de fazer todo o resto.

Eis – me aqui.

Até a próxima, meus amigos.

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