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Gostaria que o MMA Fosse Igual ao Futebol um Dia
qui 22 abr/21

Gostaria que o MMA Fosse Igual ao Futebol um Dia


Kelvin Gastelum vs Robert Whittaker era uma luta de MMA bastante esperada entre aficionados pelo esporte, além de atletas e treinadores, pois, apesar da odd baixa em que pagava 1.2, 1.3 para o Whittaker, todos nós sabíamos que seria uma guerra, como foi.  Teria apostado num over (4.5), mas a cotação não era boa, 1.70, não valia a pena. Mas, não deixei de apostar umas cervejas com um amigo por conta disso.

Era eu defendendo a “casca grossisse” do Gastelum, ele afirmando que uma hora a tampa da cabeça de alguém, e seria do Gastelum, ia para o alto. Todo final de semana a gente debate sobre uma luta polêmica no MMA, desta vez não foi diferente.

Entre áudios e mais áudios de risadas e provocações, afirmei:  

“Difícil apostar no Gastelum, que é um atleta irregular, que nem sempre bate o peso, teve algumas derrotas seguidas, mas a sua última luta, que a sua cabeça estava a prêmio, fez uma estratégia cautelosa, utilizou grappling o tempo todo contra um grappler, Ian Heinisch e venceu bem. Kevin Gastelum é um wrestler de formação, antes de ser um striker, foi assim que venceu o TUF. Ele tem o Rafael Cordeiro de corner, vai fazer uma luta estratégica, tenho certeza.” 

Análise da Luta 

Inicia o primeiro round e a troca de “tiros”, “marretadas” de parte a parte ganha corpo. Whittaker claramente superior, uma vez que é e sempre foi mais adaptado ao peso, ambos eram 77kg. Pensei: Gastelum levou um atraso neste round, Cordeiro vai pedir para colocar para baixo, fazer o grappling, cansar o australiano.”  

Não foi o que aconteceu. Cordeiro, em português, pede para Gastelum, “pisar do lado de fora” e atacar junto. Para quem não é do esporte e nunca praticou boxe, este termo é utilizado contra canhotos, uma vez que um destro e um canhoto de frente são como espelhos, a perna da frente, a ponta do pé da frente fica espelhada no pé do oponente.

Geralmente, o canhoto ganha ângulo, quando está do lado de fora do pé de seu adversário, isso deixa a mão do direto de esquerda alinhado com a cabeça de quem for destro.

Por isso, Cordeiro pediu para ele sair do lado de dentro e ir para o lado de fora, pois sairia do raio de ação e do impacto do direto do Whittaker.  

Comentaristas no futebol

Eu disse: “Não gostei da orientação do Cordeiro, ele vai pro pau”. É nessas horas que gostaria de ser comentarista. Como sou torcedor e também acompanho futebol, por mais que não goste muito de alguns formadores de opinião, confesso que eles estão muito na nossa frente. Os caras metem o cacete nos treinadores sem pena! No MMA é uma polidez, um passar de pano, que muita das vezes coloco no “mute” para focar só na luta. Chato demais. 

Tento imaginar se Sormani, Renato Maurício Prado ou o Neto estariam falando com a experiência e a língua ferina que possuem no futebol fosse no MMA. Certamente diriam: “Cordeiro está atrapalhando o rendimento do Gastelum. Essa é uma estratégia totalmente equivocada”. O Neto chamaria de “Zé Roela”, daria seus berros (eu não luto mais!), as veias saltariam, muito provavelmente, como a minha também saltou.

Estava louco da vida. Tentem imaginar se tivesse na mesma bancada que o Minotauro. Ah! Certamente seria a primeira e a ultima vez como comentarista de TV e teria muitos problemas com diversos lutadores e treinadores do meio. Mas, não tenham dúvida, não me absteria. Claro, não iria com a mesma volúpia desses comentaristas já bastante consagrados. Mas, diria, como disse ao meu amigo de cerveja: “não gostei da orientação do Cordeiro, ele deu o caminho errado.” Acreditem, isso é o suficiente para todos os especialistas odiarem você. Principalmente atletas e treinadores. 

Alex Prates

Tudo bem que, Robert Whittaker surpreendeu Gastelum até mesmo no wrestling. Isso, posso garantir, é resultado de treinamento. Alex Prates, seu headcoach, é um grappling do mais alto nível, foi faixa preta do mestre Zé Mario Sperry, um dos maiores da história do BJJ, faixa preta de judô, com treinamento de wrestling na Rússia, China e Cuba. Enfim, Prates bebeu na melhor fonte possível. Ele estudou e preparou muito bem Whittaker para essa luta.  

As entradas de queda, a movimentação e os jabs com passadas “bate e sai”, “vai e vem”, foram treinados. Uma vez que, quando se vai enfrentar um grappler de formação o ideal é abusar dos retos, pois assim se antecipa, tem mais espaço para evitar as entradas de queda. Gastelum, timidamente tentou, mas mal tocava o joelho do Whittaker, que foi impecável, do primeiro ao último round.  

Resumo dessa luta de MMA

Foi um lutão! Sem sombra de dúvidas o Pay-per-view foi pago. Gastelum é um casca grossa da pesada. O cara toma cacete e continua indo para frente como se não houvesse o amanhã. Kevin Gastelum foi realmente forjado na guerra, um espartano de primeira linha. Tiveram alguns momentos na luta que comentei pro breja, brincando: Gastelum parece aqueles “gordão” de briga de bar, toma garrafada, cadeirada e ri. A luta se desenrolou daquele jeito. 

Whittaker é brabo, esteve e está um passo a frente, mais alto, habilidoso, completo. 

Cordeiro errou e errou feio. Prates, fosse analisado por qualquer um daqueles comentaristas, diriam que,  foi um “nó tático” e sabiam por fontes do próprio UFC que “Cordeiro já balança no cargo”.  

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