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Conor x Pioirier 3.0
sex 09 jul/21

Conor x Pioirier 3.0


E aí, apostadores…Preparados? Já escrevi sobre esta luta de Conor x Pioirier extensivamente, tecnicamente e taticamente, não tenho mais o que falar sobre a especificidades destes fatores. Assunto esgotado.

Mindset

Agora, e o Mindset? O +EV vai para quem? O psicológico de luta? Main Event, revanche, disputa de cinturão, a pressão que o atleta assume quando sai de azarão a favorito. O número de compromissos com  a mídia que aumentarão substancialmente, os bajuladores, seja entre amigos, fãs, mídia e seus próprios treinadores. Conor Jam passou por tudo isso. E mais um pouco.

Poirier sempre foi um talento, uma aposta que com as derrotas e as mudanças de divisão, parece ter se encontrado.

Ascenção meteórica

Conor foi diferente, veio esmagando todo mundo entre os 66kg até o título, onde não tomou conhecimento de um atleta 10 anos invicto e considerado por muitos o melhor peso por peso da divisão, José Aldo: 13 segundos.

Conor buscou voos mais altos, queria o título dos 70kg e foi para cima de um campeão que, em tese, tinha um boxe melhor que o seu, era mais pesado, Eddie Alvares. Foi um Show. Conor parecia passear e a lutar noutra velocidade, ao ponto de esconder seus braços e oferecer o rosto para ser batido. Essa luta foi um espetáculo que chamou a atenção para o mundo e fora do UFC. MayWeather era a bola da vez.

Conor: altos e baixos

Mesmo com todos sabendo ou imaginando o resultado, Conor fincou seus pés entre os atletas mais ricos entre todos os esportes. Com o sucesso vieram as consequências: brigas em bares, autossuficiência e intocabilidade, ao ponto de querer buscar mais um cinturão, nos meio médios. Foi parado pelo Nick Dias. Fez a revanche e venceu numa guerra de 3 Rounds.

Daí veio aquela que se mostraria a maior rivalidade entre astros: Khabib x Conor.

Os ânimos estiveram a flor da pele. Conor arruma um quebra quebra e acata o ônibus em que estava Khabib e outros atletas. Responde processo, paga indenização e vai a campo lutar contra o insuperável russo.

Fontes próximas dizem que Conor não se preparou para a luta. Se sim e se não, foi uma luta de 4 rouds onde Khabib perde um único round, o 2R,. pela primeira vez na carreira. Entretanto, Conor sucumbe, é finalizado no 4R e tira umas férias de 1 ano e meio para enfrentar um Cerrone que não vivia seus melhores dias. O Derrota sem desmanchar o cabelo.

A vez de Poirier

Enquanto isso, Poirier faz a sua escala nos leves: finaliza Pettis, nocauteia Justin Gaethe, Eddie Alvarez; vence Holloway por pontos (5R) e para no imbatível Khabib, estrangulamento no 3R. Logo em seguida bate Dan Hooker por pontos e a luta entre os dois maiores strikers do momento foi marcada, Conor x Dustin em janeiro de 2021. Dustin era um super underdog!

O final daquela história com todo o desdobramento técnico, nós sabemos e fui exaustivo em explicitar as razões pelas quais Dustin, hoje, sem pressão nenhuma, é um atleta mais completo e habituado, confortável, nos 70kg que Conor.

Quem reagirá melhor a pressão?

Contudo, agora, a bola esta com ele. Toda atenção da mídia, dos apostadores, amigos e familiares, estão colocando Poirier como favorito e Conor como um lutador “decadente”, milionário, desinteressado. Ai entra o psicológico de ambos, agora que a situação virou.

Pensem… Esta é a luta que pode dar a passagem da aposentadoria a Conor. O quanto este atleta não quer recuperar seu prestígio? Até porque seu nome hoje virou uma marca, está na bolsa, movimenta o mercado, business, negócios, investidores, todos cobram o seu retorno. Se vocês lembram da luta, mesmo desinteressado Conor dominou o 1R, antes de cansar, perder as pernas e ser nocauteado em seguida.

Consigo imaginar Conor buscando trazer de volta o desafiante que bateu José Aldo.

Poirier. É uma incógnita. Não só por estar pela primeira vez numa disputa com o mesmo peso ou até mesmo maior que pelo título como favorito. Me diz ai, qual ser humano não relaxa após nocautear seu maior rival tendo de enfrentá-lo mais uma vez (vitória certa). Além desta certeza inconsciente, os tapinhas nas costas, o business, a conta bancaria crescendo exponencialmente, tudo isso mexe com a cabeça do atleta, e mexe muito. Conor já passou por isso: perda de cinturão, revanche, favoritismo, business. Temos de considerar que por este aspecto, Conor tem uma vantagem.

O que definirá o + EV desta luta?

Por isso, que numa luta deste tamanho, com uma margem de favoritismo muito semelhante, 50% a 55% para Poirier, temos de levar em consideração o tamanho do evento, o peso da responsabilidade em enfrentar o atleta mais importante e lucrativo do UFC peso por peso, sua auto estima, confiança, foco e, claro, o tamanho das odds.

Numa luta como esta, no meu modo de ver, o componente experiência e capacidade de lidar com toda esta pressão, pode colocar esta luta num patamar onde, o tamanho das odds, pode ser até mais importante que o favoritismo técnico e tático de determinado atleta.

Parafraseando Danilo Pereira, se tivermos um underdog com 45% de chances de vitória e tiver uma odd 2,5, tem valor!

Pra cima!!

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