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Nunca deixe as decisões nas mãos dos juízes
ter 27 jul/21

Nunca deixe as decisões nas mãos dos juízes


Ontem, a luta entre as atletas Miranda Maverick x Mayce Barber deixou muita gente, como eu, de cabelo em pé, fulo da vida. Quando estava anunciando a vencedora, estava preenchendo a planilha tranquilo, feliz e certo do Green, pois na minha visão e a dos comentaristas era incontestável, Maverick venceu, no mínimo, 2Rounds, vitória tranquila, sem sustos… “não, pera”. Vitoria por decisão dividida para Mayce Barber: “n-ã-o-a-c-r-e-d-i-t-e-i-!”

Claro que, como todo bom “torcedor”, chutei o balde. Tive de sair a noite para dar uma respirada, depois do evento.

Pela manhã, respirei, assentei a poeira e voltei a razão. Busquei toda a experiencia como analista nestes mais de 8 anos com atletas do UFC, do Anderson Silva a Amanda Nunes, head coach’s renomados, empresários, e posso afirmar a vocês, no UFC não tem luta “casada”, “negociata”, qualquer coisa que burle o resultado de uma luta, de véspera. Fosse deste jeito, qual a razão teria pagar pelo meu serviço? Sem chance!

A importância das regras

A gente, incluo nesse “bolo” atletas e treinadores, deveríamos usar melhor as regras do jogo. Digo, “regras”, as de arbitragem, o que os árbitros levam em consideração na hora de fazer um julgamento, anotar as notas nas papeletas e apresentar seus resultados baseados em critérios objetivos e subjetivos na hora de decidir que um atleta deve vencer.

Quais seriam essas regras?

Basicamente, mas mais importantes são duas: ofensividade e contundência.

  1. Ofensividade

Basicamente, “andar para frente”.

  • Por quê?

Vamos tentar visualizar a perspectiva dos juízes. São três juízes, um em cada ponta do octógono. Fosse fácil, teríamos 1 ou a decisão viria por meio de câmera ou computador, e não é assim. Não pode e nunca será desta forma.

Cada um dos juízes tem de lidar e construir seu raciocínio tendo: um televisor pequeno a sua frente, a tela do octógono e a torcida, que tem seu atleta preferido, muitas das vezes representante de seu país, de sua cidade ou de sua preferência, por se tratar de um campeão, pelo carisma, etc.

Então, cada juiz tem de lidar com essa pressão e fundamentalmente, a sua atenção estará mais atenta a realidade, a tela do octógono que está a sua frente. Sendo assim, quando um atleta fica em situação de desvantagem, caminhando para atrás ou de costas para a grade, o juiz entende que este atleta está sendo mais atingido, pois sua percepção objetiva e instintiva o leva para esta direção. Mas, sabemos, ele inclusive, que nem sempre um atleta que anda para atrás, atua de forma defensiva. Porém, entre saber e ter de decidir isso, é outra historia.

Contundência

A contundência é avaliada pelos golpes “limpos” e pena sonoridade, o que dá vantagem, muitas das vezes ao atleta mais forte (a depender do caso) e da sonoridade (golpes atingidos), que pelo numero. Por causa disso, muitas das vezes o scouting do UFC entra em desacordo com a opinião da arbitragem. Jessica Eye x Jennifer Maia, o scouting do UFC deu vitória de Eye, os juízes para Maia. Isso acontece a toda hora.

A Luta

Foram três rounds com situações diferentes de abordagem.

1 Round

O início da luta foi de muito estudo. Porém, desde o início notamos dois perfis de atletas. Miranda, mais técnica, angulava mais os seus ataques e jogava no contra golpe. Mayce barber, mais ofensiva, caminhava para frente e se lançava mais. Não foi um round parelho, para quem estava assistindo pela tevê. Miranda acertou mais golpes, foi mais efetiva durante todo o round. No entanto, quem apareceu mais para os juízes, pela maneira como luta, pelo menos de 2 dos 3, foi a Barber.

2 Round

Ali foi claro, um domínio completo da Miranda, que poderia ter encerrado a luta, tivesse um pouco mais de tempo, antes de soar o “gongo”.

3 Round

No meu modo de ver, o único round sujeito a interpretação favorável a Barber. Miranda sabia que estava vencendo e que, na sua percepção e de seus técnicos, só um nocaute ou finalização a tiraria de uma vitória já encaminhada.

Não foi o que ocorreu, como sabemos. Barber foi pra cima, colocou Miranda na grade e buscou a queda. Não foi muito efetiva, mas soube se mostrar mais aos juízes, uma vez que Miranda estava muito exposta a visão dos árbitros e recebendo pressão, seja das tentativas de quedas, seja das cotoveladas, essas sim contundentes.

Desta forma, mesmo não concordando com a visão dos árbitros, compreendo sua decisão. Mesmo sendo ela a mais próxima do absurdo possível.

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