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ESPN pretende explorar sua marca no mercado das apostas esportivas
ter 31 ago/21

ESPN pretende explorar sua marca no mercado das apostas esportivas


A ESPN, do grupo Walt Disney Co., tem dado sinais ao mercado que pretende explorar a sua marca dentro do segmento das apostas esportivas. O grupo esportivo quer licenciar a sua marca para as principais empresas de apostas esportivas ao custo de US$ 3 bilhões em um contrato plurianual.

Além do ganho financeiro que deve obter ao associar a sua marca ao segmento, o objetivo da ESPN é aproveitar o rápido crescimento da indústria de apostas online. Segundo informações do site IGaming Brazil (IGB), o gigante da mídia esportiva tem mantido conversas com marcas que possuem grande atuação no setor, incluindo a operadora de cassinos Caesars Entertainment Inc. e a empresa de apostas online DraftKings.

Avanço nas relações

As empresas citadas como possíveis parceiras comerciais da ESPN (Caesars Entertainment Inc e DraftKings) nessa nova empreitada no ramo das apostas são conhecidas do grupo Walt Disney, pois já possuem relação pré-existente com a marca por meio de parcerias comerciais de marketing.

A proposta da ESPN é para que os possíveis interessados adquiram o direito de utilizar a marca ESPN em seus empreendimentos. Ou seja, os compradores da licença poderiam, inclusive, renomear as suas atividades dentro do mercado de apostas esportivas com a marca da empresa esportiva norte-americana.

Pacote completo?

Segundo informações do IGB, o possível acordo da ESPN com as empresas de apostas também envolve uma inserção de publicidade nas redes de comunicação da emissora. Esse acordo seria uma das exigências da gigante esportiva para ceder a licença de sua impactante marca. Essa exigência, por exemplo, faria os interessados serem obrigados, via contrato, a investir uma quantidade de dinheiro em publicidade nas plataformas da própria ESPN. 

Qual é o peso do nome?

Vejo com mais dúvidas do que certezas essa possível entrada da ESPN no ramo das apostas esportivas. Certamente é algo que faz sentido na cabeça dos empresários que gerenciam as ações da grande marca esportiva, mas eu ainda tenho muitas dúvidas do verdadeiro impacto que essa inserção pode ter.

Primeiro, ninguém tem US$ 3 bilhões sobrando, certo? Se tiver, algo que eu duvido bastante, não vai “apostar” na aquisição de uma licença. Logo, as empresas vão precisar ter plena convicção do poder dessa associação antes de concretizá-la. Qual é o peso do nome? Qual seria o impacto de termos uma casa de apostas “oficial” da ESPN?

Alguns pontos certamente seriam atrativos, como a ampla divulgação em uma rede de comunicação nichada para interessados em esportes e também a credibilidade que a marca traria diante dos apostadores. O que eu me pergunto, como alguém que vê a situação de fora, é se isso é realmente o suficiente para fazer com que um apostador troque de casa de apostas ou para que alguém se torne um apostador.

De qualquer forma, apenas a possibilidade da ESPN estar no mercado das apostas esportivas mostra que esse é um segmento em amplo crescimento e com infinitas possibilidades de exploração. O futuro é tão promissor que tem feito empresas desse porte se colocarem como uma iminente parceira do ramo. Há muito dinheiro em jogo e não só a ESPN como diversas outras empresas sabem disso.

Sérgio Ricardo Jr.

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