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UFC 266
ter 28 set/21

UFC 266


E ai, galera! Mais um final de semana incrível acompanhando e trabalhando o maior evento do planeta. É sem dúvidas, uma sensação incrível.

Confesso que foi um final de semana irretocável. Lutas memoráveis como o main event e, do que é feito a Valentina, o que ela come? Onde ela vive? Sinceramente, se não fizer nenhuma super luta, irá bater facilmente o recorde de defesas de cinturão. Gostaria de falar aqui também um pouco sobre treinamento, farei essa abordagem em cima de uma luta que durou 15 segundos. Sabe o pouco que diz muito?

Sem delongas, vamos ao que realmente importa…

Matthew Semelsberger x Martin Sano

Então, antes de entrar no tema que teve a duração exígua de 15 segundos falarei um pouco sobre a Nobre Arte no MMA: a importância do “vai e vem” – este é o nome de uma movimentação no boxe amador onde o atleta literalmente, vai (bate) e vem (sai).

Não sei se já comentei isso por aqui, mas sou treinador de boxe formado pelo Raff Giglio, treinador que medalhou Esquiva Falcão na Olimpíada de Londres, em 2012. Fui estagiário do projeto Todos na Luta, na favela do Vidigal (RJ). Sou o primeiro estagiário formado em 20 anos de projeto e o primeiro de fora da comunidade, na história, a treinar a equipe de alta performance. Fiquei responsável por dar suporte ao treinador titular, o Índio, que ficou responsável por levar a equipe de cadetes para disputar o campeonato brasileiro. Digamos que foi um teste e um mérito pelo que me doava a equipe e ao projeto. Naquele período tive a oportunidade de treinar o atleta olímpico Patrick Lourenço, um craque, que disputou as olimpíadas do Rio 2016, entre outras feras.

O “vai e vem”

Então, o vai e vem, é muito utilizado no boxe amador/ boxe olímpico, por se tratar de um estilo que privilegia mais a pontuação e, por conta de seus atletas serem mais leves. Fica mais fácil utilizar este footwork. Entretanto, este é um exercício que gosto de passar até para peso pesado, claro, que tenta estrutura física e destreza para executar este movimento. Mas, por que estou abordando este assunto?

Justamente para salientar a importância não só do boxe para o esporte, como também dizer que o MMA está evoluindo muito. A luta que podemos dizer ser a mãe do esporte, surgiu no vale tudo, foi o Muay Thai. Essa história é longa, vem da rivalidade do jiu-jitsu gracie na década de 80 com a academia Naja, de Nelio Naja, mestre de Rudimar Fedrigo, e tantos outros, que anos depois fundou a lendária Chute Boxe.

A importância do Thai e do boxe para o MMA

O Thai ainda é e será muito utilizado no MMA, não só por ser um striking completo, mas também por se encaixar muito com as quedas de wrestling e judô, por ser uma luta que privilegia o infight e utiliza muito os clinches. Ronda Rousey, no auge, usava muito deste artifício antes de encaixar suas quedas de quadril.

Entretanto, o boxe, digamos que tem uma peculiaridade muito vantajosa para o MMA de hoje, a movimentação e o aproveitamento da distância. O famoso, tocar sem ser tocado ou, voe como uma borboleta e pique como uma abelha, que o imortal, saudoso Muhamad Ali bradava para seus adversários antes das lutas.

A luta

Este artifício foi brilhantemente utilizado por Matthew Semelsberger, contra o inexperiente Martin Sano. Ele literalmente parecia um atleta de boxe amador, pois pontuava com o jab e saia. Em poucos segundos fintou com o jab na entrada e jogou o direto capitalizando um nocaute avassalador.

Vamos lá, porque estou dando tanta atenção para uma luta preliminar e para um atleta que ainda terá muito para se provar na organização?

Justamente para dar ênfase o tanto que o esporte está evoluindo, como também que se faz necessário, você apostador, que quer tornar um tipster profissional ou tão somente um apostador lucrativo praticar um desporto de luta, uma arte marcial. Visto que, inserido no esporte, fica muito mais fácil fazer uma boa leitura de luta e antecipar os movimentos de um combate. Esta visão é boa tanto para o mercado de moneyline, como para o de Over e Under.

Muay Thai, boxe, Wrestling e jiu jitsu são os esportes que hoje mais contribuem para o MMA e recomendo que vocês, meus amigos apostadores façam pelo menos um deles.

Acreditem, vai acrescentar absurdamente!

Valentina x Murphy

Nem preciso dizer que foi uma aula. Te falar que esta categoria, 56kg, foi criada para ela. Vejo em Valentina o mesmo domínio em sua divisão que teve Demétrius Johnson, em seus tempos aéreos de UFC. Com o mesmo problema, a falta de competitividade de suas adversárias, poderá trazer sérios problemas para o pay-per-view, haja vista que não vejo, num longo período, a não ser Amanda Nunes, uma adversária, no mundo todo, que consiga sequer ameaçar seu reinado.

É engraçado como temos a nítida impressão que Valentina controla a luta. Cheguei a fazer uma pick no over 2.5, mas pensei…”E se ela não quiser”? Entendem? É exatamente isso, como em tempos de Anderson Silva, Valentina leva a luta para o round que quer e termina da maneira que deseja. Suas adversárias estão virando o “João” de Mané Garrincha, pois são mais do mesmo. Elas caem no mesmo jogo, mas mesmas entradas de queda, justamente por que Valentina está num outro plano técnico e físico. Ou seja, um monólogo.

This is it!

Volkanovski x Ortega

Ali vimos trabalho duro vencendo o talento. Hoje, no UFC, não está ficando cada vez mais difícil chegar num alto nível, o lutador que não for atleta full. Não dá!

Volkanovski não é o maioral, suprassumo, mega talentoso. Ele faz o básico bem feito e tem uma superioridade física e genética muito difícil de ser superada nos penas. Ele tem 1.67 e 1.81 de envergadura. Ou seja, um “anão” que bate longe e chega primeiro.

Desta forma, com essa vantagem de alcance, consegue jogar na longa, como um atleta alto, e ser difícil de atingir, como o atleta baixo que é. Junta tudo isso, super atlético, com o gás para 25 min x 3, esquece. Será, como Valentina, muito difícil de ser batido em sua divisão. Não é a toa que não perde desde 2012.

O que falar de Ortega?

Um talento com muitos buracos em seu jogo.

Serei breve:

  • Ponto 1

Ótimo trocador, exímio finalizador, mas com uma transição horrível de wrestling.

  • Ponto 2:

Sempre sofre contra atletas de muito volume de golpes.

  • Ponto 3:

Lento e não é um atleta maratonista, que aguenta 3 rounds ou 5 com a mesma performance.

Resultado previsível, apesar de toda emoção.

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