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Estadão projeta crescimento das apostas no Brasil sem monopólio da Caixa
ter 28 dez/21

Estadão projeta crescimento das apostas no Brasil sem monopólio da Caixa


O avanço do projeto de regulamentação das apostas e dos jogos no Brasil provocou, naturalmente, diversas reflexões importantes na sociedade. Foi isso que levou o jornal O Estado de S.Paulo (Estadão) a projetar um crescimento muito grande do país nos próximos dez anos com o fim do monopólio da Caixa Econômica Federal nessa área.

A projeção do jornal leva em consideração que esse avanço brasileiro pode significar que o valor das apostas triplicará nos próximos anos. O argumento é baseado no avanço que a Caixa Econômica Federal já vinha conseguindo obter sozinha neste segmento, com investimentos em novas tecnologias e em um cardápio maior na oferta de jogos. Com a abertura do mercado, o jornal projeta um grande crescimento do setor.

Confira o artigo do Estadão na íntegra:

 Valor de apostas no Brasil pode triplicar em dez anos com fim de monopólio da Caixa

 Se o mercado tradicional de loterias no Brasil não para de crescer, o governo estima que o dinheiro movimentado em apostas possa triplicar nos próximos dez anos com o fim do monopólio da Caixa Econômica Federal. A expectativa é de que a abertura do mercado das loterias instantâneas e das apostas esportivas saia ainda na primeira metade de 2022.

 Para o secretário de Avaliação, Planejamento, Energia e Loteria (Secap) do Ministério da Economia, Gustavo Guimarães, a maior competição no mercado brasileiro pode aumentar inclusive as receitas das loterias federais, pois a oferta maior de jogos pode criar mais consumidores de apostas.

 Além do Ministério da Economia, participam do debate a Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania, a Polícia Federal e até o Banco Central. “São muitos atores envolvidos, para preservarmos a integridade do esporte e coibirmos a lavagem de dinheiro. Há uma série de questões sobre o jogo responsável e temas a serem discutidos sobre publicidade e propaganda dos jogos”, diz o secretário.

 A Secap tem sido procurada por grandes grupos internacionais que já operam tanto as loterias instantâneas – as famosas “raspadinhas” – quanto as apostas esportivas em diversos países. Os “grandes e bons” conglomerados, como classifica Guimarães, têm interesse em participar de um mercado seguro e regulado, onde possam explorar um rol maior de produtos.

 “O brasileiro já conhece bem os prêmios instantâneos, de menor valor, que trazem uma alegria na hora. Agora já começam a conhecer as apostas esportivas, que são um motivo a mais para torcer durante as partidas”, diz.

 Hoje, embora a Mega-Sena pague os maiores prêmios do país, os jogos que mais têm avançado no gosto dos apostadores são a Lotofácil e a Quina. As duas modalidades cresceram 25% e 14%, respectivamente, no acumulado até setembro na comparação com o mesmo período do ano passado. Em relação a 2017, a Lotofácil registra um aumento de 75% nos valores apostados. Com isso, a Lotofácil já é hoje o principal produto lotérico, à frente da Mega-Sena e da Quina.

 Se a loteria tradicional já irá faturar R$ 18 bilhões em 2021, os cálculos do governo estimam que as loterias instantâneas possam render até R$ 22 bilhões por ano até o fim dessa década, enquanto o mercado das apostas esportivas poderia bater na casa dos R$ 20 bilhões anuais já em 2026.

 Enquanto o mercado de loterias segue em alta, boa parte do valor apostado é aplicado em projetos sociais. De janeiro a setembro deste ano, R$ 6,35 bilhões foram revertidos para políticas sociais, um aumento de 11% em relação ao mesmo período de 2020. A maior parte desses recursos está “carimbada”, ou seja, diretamente ligada à seguridade social e áreas como educação, segurança e fomento ao esporte.

 Brasileiro usa a loteria como ‘antídoto’ para resolver problemas financeiros

 Jogar na loteria já fazia parte da rotina de Wladson Violante, de 53 anos. Mas, com as dificuldades financeiras maiores na pandemia, a esperança de acertar os números sorteados, “para resolver a vida”, também aumentou. Motorista e pintor, porque “a pandemia fez a gente fazer de tudo”, tem dívidas com multas de trânsito e atualmente mora de favor.

 Violante é apenas um entre milhões que passaram a buscar as loterias como esperança para mudar de vida.  O valor das apostas cresceu mais de 8% neste ano e deve superar os R$ 18 bilhões em 2021, o maior volume da história.

 Com inovações tecnológicas e um cardápio maior de jogos, as loterias operadas pela Caixa Econômica Federal já vinham crescendo nos últimos anos, mas o ritmo se acelerou na medida em que as dificuldades financeiras da população cresceram desde a pandemia de covid-19. Na comparação com 2017, o valor nominal apostado já cresceu quase 30%.

 “Obviamente, quando estamos em uma situação com a economia caindo, com a renda abalada ou recebendo auxílios do governo, há essa esperança de conseguir algo melhor por meio da loteria”, diz o secretário de Avaliação, Planejamento e Loteria (Secap) do Ministério da Economia, Gustavo Guimarães. “Temos visto aumento também entre apostadores diferentes dos clientes tradicionais desses jogos”, afirma. Segundo ele, os avanços tecnológicos feitos pela Caixa, como a possibilidade de jogar pelo site e o uso do Pix para fazer o pagamento das apostas também impulsionaram o crescimento dos jogos. Por uma questão estratégica, o banco estatal não revela qual o peso das inovações tecnológicas no crescimento.

 Com o aumento das apostas ao longo de todo o ano, o governo espera que a Mega da Virada pague em 2021 um prêmio recorde, na casa dos R$ 350 milhões. Violante vai deixar para fazer a aposta da Mega da Virada na véspera do concurso, no dia 31, usando a técnica que desenvolveu para escolher os números: olhar concursos anteriores e apostar naqueles que mais saíram. Ele já tem uma ideia do que fazer com o sonhado prêmio em dinheiro, depois de resolvidas as pendências com o Detran: investir em imóveis para ter uma fonte de renda e aplicar na poupança.

 Texto escrito por Eduardo Rodrigues e Érika Motoda em O Estado de S.Paulo.

 Projeção é especulação

 A conta que o Estadão faz é relativamente simples. A tendência é realmente que aconteça um crescimento muito significativo do Brasil com a provável abertura do mercado para as apostas esportivas e os jogos. Contudo, sempre devemos lembrar que qualquer projeção feita nesse momento de incerteza em relação ao projeto de lei é uma mera especulação.

Como estamos vendo, muitos pontos ainda estão sendo discutidos em relação à regulamentação das apostas e dos jogos no Brasil. Ou seja, o cálculo que leva a projeções muito positivas é feito em cima de algo que ainda não está pronto e que pode mudar drasticamente nas próximas semanas. Não sabemos ao certo como será a regulamentação brasileira e muito menos se ela vai, realmente, atender aos anseios do mercado.

É óbvio que torcemos muito para que todo esse processo culmine em algo bom para todas as partes: indústria, governo e apostadores. Entretanto, entendemos também que isso pode não acontecer. Há pontos na regulamentação brasileira que podem simplesmente arruinar qualquer projeção otimista de crescimento do mercado nos próximos anos se forem realmente colocados em prática.

 

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Sérgio Ricardo Jr

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