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Um mistério chamado COVID 19 e o MMA
ter 01 jun/21

Um mistério chamado COVID 19 e o MMA


Galera, não tem como negar que estamos lidando com algo totalmente desconhecido e que o mundo mudou. De uma ponta a outra do globo pessoas estão reaprendendo socializar até mesmo dentro de suas casas. Para se ter uma ideia, durante muito tempo (e tem gente que utiliza isso ainda hoje), dar um beijo e um abraço num familiar era terminantemente proibido e dependendo do grupo, sendo ele de risco, seria como se estivesse colocando a própria vida em risco. “O beijo da morte”.  

Não estou aqui vindo tratar da doença propriamente dita, até porque não sou médico, muito menos infectologista e este é um espaço dedicado a jogos esportivos, no meu caso em particular: MMA. 

Porque falo de covid e, o que ele tem a ver com MMA?  

Não só no MMA, mas em todos os esportes individuais e coletivos, esse vírus tem equilibrado equipes, atletas e prejudicado camp’s de treinamento no mundo todo.  

Quem aí não perdeu alguém próximo ou teve notícias que um visinho de bairro não se foi por conta da pandemia?  

Tentem imaginar o seguinte. Um atleta de MMA tem familiares, amigos, vizinhos, parceiros de treino, treinadores, empresário, etc, etc.  

Quem é do meio sabe, o psicológico de um atleta é extremamente sensível, ainda mais alguém que literalmente pode morrer numa luta de MMA. Este é o esporte.  

Erica Paes x Beth Correa: nasce uma carreira 

Conheço e já ouvi inúmeras historias e posso contar uma, amiga minha,  atleta que estava as portas de entrar para o UFC. A atleta que protagonizou a primeira derrota da Cyborg, Erica Paes. Sua luta contra Beth Correia selou a ida da potiguar para o UFC e aquela seria a última luta da carreira da Erica.  

A luta no primeiro round foi dominado pela Erica, que quase finalizou correia no final do 1R com um armlock: foi salva pelo gongo.  

Os dois últimos rounds, Erica ficou totalmente sem gás, era uma outra pessoa, com um outro brilho e acabou perdendo a luta por pontos.  

Perguntei a ela o que tinha acontecido. Ela respondeu: “meu amigo não estava no corner, perdi minha motivação”. É isso. O atleta de MMA tem este nível de sensibilidade.   

O Novo Normal no MMA  

Agora, imagina o tamanho desta emotividade com a pressão de uma pandemia, onde a todo momento se assiste noticiários de pessoas próximas morrendo, “use máscara”, familiares sendo entubados, companheiros de camp infectados… O Covid encerrou a carreira do Khabib, seu pai morreu de Covid. 

Desde o início da pandemia praticamente toda semana tem caído LUTAS, seja pelo covid, seja por contusões inesperadas, seja por estouro de balança ou, ainda, sacrifício extenuante – o atleta até bate  peso na balança, mas não tem forças nem para fazer a encarada, para no hospital e lutas e mais lutas são canceladas.  

Acredito que, como nos times de futebol, alguns atletas se superam mesmo sem colegas de treino, mas muitos ou boa parte dos atletas perdem definitivamente o rumo das vitórias.  

Vou citar 3 atletas que tomei red, que nunca sequer poderia imaginar que pudesse ocorrer. 

Tony Fergunson, Claudio Hannibal e Cody Garbant.  

Tony perdeu 3 lutas seguidas desde o começo da pandemia: 9 de maio de 2020 (Gaethje), 12 de dezembro de 2020 (Bronx) e 15 de maio de 2021 (Beneil Dariush). A luta contra Justin Gaethje  foi uma guerra, onde ele (inclusive) poderia ter nocauteado a luta no final do 1R. Agora, as lutas contra Bronx a Dariush, o que impressionou a todos, inclui-se Michael Bisping, foi a sua aparência física, magro, praticamente esquelético. Isso é o psicológico, claramente o é.  

Claudio Hannibal, um atleta brasileiro que buscava a ascensão entre os top 15 da categoria, veio a enfrentar Court Macgee, um atleta com cartel irregular e que nas ultimas 8 lutas somava 6 derrotas. Dessas 10 derrotas 9 foram  por pontos. Na última luta parecia que Macgee tinha 20 anos, um garoto. Hannibal deu pena de ver, acabou a “gasolina” já na metade do 1R.   

Cody Garbant, 29 anos, ex campeão do UFC e vinha de um nocaute em cima de Raphael Assunção, que havia derrotado Rob Font por decisão.  

Essa luta já deveria ter acontecido, caiu por conta do Cody ter pegado Covid. Na luta, notava-mos que Cody, famoso por sua movimentação cheia de ângulos estava mais estática, que sua mão parecia não ter tanta potência e que Font vencê-lo era questão de tempo: estava mais forte, mais rápido e até a sua defesa de quedas, seu ponto fraco, foi suficiente para impedir as investidas de Garbrandt. Font venceu com bastante autoridade.  

O mundo mudou.  

Temos de nos adaptar as novas circunstancias ou ficaremos para trás.  

Solução?  

Acordar mais cedo ainda e dormir mais tarde: trabalho, trabalho e trabalho.  

“O último dia fácil foi ontem”.  

U.S.Navi Seals 

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