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Estudo aponta 85% dos clubes da Série A patrocinados por casas de apostas
ter 13 jul/21

Estudo aponta 85% dos clubes da Série A patrocinados por casas de apostas


A última semana foi marcada pelo anúncio de uma parceria história envolvendo um clube brasileiro (São Paulo) e uma casa de apostas (Sportsbet.io). Esse acordo, válido por três anos e meio, tem sido apontado como o maior da história do time paulista e, pensando na crescente relação entre clubes brasileiros e casas de apostas, o jornal O Globo fez um levantamento envolvendo os 20 times que disputam atualmente a Série A do Brasileirão.

Com a regulamentação em andamento no Congresso, os acordos entre clubes brasileiros e casas de apostas cresceram de forma muito ampla nos últimos anos. Segundo O Globo, a regulamentação das apostas esportivas no Brasil é vista como promissora por diversos mercados e o segmento tem um crescimento considerado meteórico. Segundo dados do jornal, em 2019 apenas uma casa de apostas ocupou o espaço de patrocínio máster de um clube da Série A. Com o anúncio do acordo entre Sportsbet.io e São Paulo, na última semana, esse número saltou para cinco em 2021.

Crescimento gradual

O estudo de O Globo mostra que em 2018 não havia nenhum site ou casa de apostas patrocinando clubes brasileiros na Série A. Em dezembro do mesmo ano, a lei 13.758/18 legalizou o setor e, na temporada seguinte, em 2019, a Série A do Brasileirão já contava com oito marcas em 13 equipes. Em 2020, mesmo em uma temporada atípica e marcada pelos impactos da pandemia, esse número seguiu crescendo e chegou a 11 marcas patrocinando 18 clubes.

Estabilidade

Estamos em julho e esse mês pode ser considerado como a metade da temporada no Brasil. Segundo o estudo de O Globo, temos nesse momento uma pequena queda no número de marcas estampadas nas camisas dos clubes da Série A. Contudo, as oito marcas do mercado das apostas esportivas que permanecem ativas em 2021 conseguiram praticamente manter a quantidade de clubes patrocinados em relação comparativa com 2020. O segmento segue presente em 17 uniformes de clubes da Série A na atual temporada.

Concorrência 

Fruto do crescimento apontado pelo estudo de O Globo, a concorrência entre as casas de apostas tem sido bastante vista no mercado. Cada vez mais presentes nas camisas e no dia a dia dos clubes, o segmento das apostas esportivas também tem se expandido nas mídias sociais e digitais, além de terem forte presença nos veículos tradicionais de comunicação em massa, como a televisão. Segundo o analista Fábio Wolff, as empresas disputam a solidificação das marcas. “Estas empresas sabem que, no momento em que a regulamentação for estabelecida, este vai ser um mercado no qual quem tiver o nome na cabeça do usuário vai estar mil passos à frente. Por isso estão investindo bastante dinheiro em publicidade”, afirmou em entrevista a O Globo.

Ainda neste campo de concorrência e crescimento na exploração das marcas envolvidas com o segmento das apostas esportivas, o advogado Eduardo Carlezzo, especialista em direito desportivo, analisou as diferenças entre Brasil e Europa. “Na Europa, as apostas esportivas já estão regulamentadas há anos, senão décadas. Aqui sequer conseguimos estabelecer um formato para a concessão destes serviços. Lá, alguns países já começam a falar em limitar a publicidade das apostas no esporte. Aqui, sequer saímos do chão. Portanto, este assunto algum dia pode entrar na pauta no Brasil. Mas seguramente vai demorar“, opinou em entrevista a O Globo.

É bom para todo mundo? 

Analisar a expansão das apostas esportivas no Brasil pelos olhos dos clubes de futebol e das empresas envolvidas é algo interessante. Indiscutivelmente nos deparamos aqui com uma relação de ganha-ganha. Os clubes aparentemente conseguiram um segmento parceiro e disposto a realmente criar uma relação longa e duradoura, assim como as empresas parecem ter encontrado um espaço ideal para exposição de suas marcas, principalmente levando em consideração o público alvo de todos os envolvidos.

E os apostadores? 

Ganham as empresas, ganham os clubes, mas e os apostadores? Como parte desse grupo, tendo a ver com bons olhos a expansão do segmento no Brasil. Inclusive quando adentramos no tema de múltiplas marcas sendo divulgadas. É preciso entender que por se tratar de um mercado ainda em expansão, naturalmente vamos nos deparar com uma corrida por atenção e público, algo que esse estudo feito pelo O Globo já nos mostra estar acontecendo.

Entendo que quanto mais casas de apostas dispostas a se envolver com o mercado brasileiro, melhor. Caberá a elas e a qualquer outro interessado mostrar-se digno de confiança. A casa é boa? Oferece boas odds? Bons mercados? Paga direitinho? Não sacaneia os clientes? São múltiplas perguntas que devemos fazer enquanto apostadores para definir uma casa de apostas como boa ou não. E as próprias casas sabem disso. Ou seja, conquistar o coração dos apostadores brasileiros não tem a ver só com ajudar os clubes ou aparecer na televisão. Quem quiser o reconhecimento que mais importa, que é o dos apostadores, vai precisar ser bom em tudo ao final da corrida.

Sérgio Ricardo Jr.

 

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