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Novo Jeito de Fazer uma Fairline – Parte 1
sex 13 ago/21

Novo Jeito de Fazer uma Fairline – Parte 1


E aí, galera. O UFC 265 foi bom em muitos aspectos, pois trouxe a baila muitos elementos sobre o peso de um atleta de MMA em um confronto.  A análise de perspectiva de um analista, que está acostumado há mais de 8 anos a trabalhar com estratégia,  visando trazer para o seu atleta os pontos fracos de seu oponente, ter a visão antecipada de um resultado: vitória, derrota, é diametralmente diferente com o que trabalhei nesse tempo. Uma vez que sempre foquei na vitória de meu cliente, mesmo que o resultado não acontecesse.

Este tipo de planejamento passa pelo camp de treinamento, conversa e informações de seus treinadores, empresário, médico, fisiologista, fisioterapeuta, até chegar ao lutador. São de 3 há 4 meses de informações, muitas vezes diárias, incluindo finais de semana, feriados, sem natal e ano novo.

Warlley em Dubai

A última vitória do Warlley, em Dubai, foi contra Mounir Lazzez, um striker da pesada, que tinha estreado no UFC derrotando Abdul Razak Alhassan por decisão, um strikler, naquele momento com 10 vitórias por nocaute e apenas 2 derrotas por pontos.

Nesse camp, como em muitos outros, trabalhei com Rogério Camões full time, por todo o mês de dezembro, incluindo o dia 31 de dezembro. Só paramos de falar sobre o camp e a luta 10 minutos para meia noite para comemorar com nossos familiares a entrada do ano. Mas, no dia seguinte, trabalho, estudos e mais informações. Warlley venceu a luta por KO no 1R.

Analista x Tipster

Esse é o meu trampo. Coleto informações com todos os treinadores full time. Então, analisar uma luta e dar o caminho da vitória passa a ser, por maior que seja a pressão, e é gigantesca, mais “fácil”. Agora, transfere isso para o mundo das apostas, onde você literalmente tem de adivinhar o que os atletas irão trazer para a luta, sem informação alguma, a não ser lutas anteriores, redes sociais e entrevistas. É muito diferente, por melhor analista que seja. Então, amadurecer, agregar novos conhecimentos e ter uma nova visão de perspectiva é necessário.

A FairLine

No início de meus estudos, muito auxiliado pelo mestre Danilo Pereira e suas aulas, descobri a Fairline. Isso foi antes de entrar para o grupo, creio que em setembro ou outubro do ano passado. Ali, descobri que a ideia do projeto eu já tinha. Que a similaridade de ideias era muito grande, como se já tivesse assistido às aulas. Isso acontece até hoje, não por acaso estou aqui.

Porém, Danilo trabalha com futebol, que é um esporte onde o resultado é coletivo. Por mais que no MMA a coletividade esteja presente, o resultado é individual. Um jogador lesionado, por mais que muitas das vezes interfira e seja um peso no favoritismo de um time, substitui-se. O atleta não. Muitos atletas ficam lesionados. Então, por mais que haja afinidade de ideias, a visão de perspectiva é outra. É nisso que vinha tropeçando, por mais que pernas quebradas: Chris Weidman, Conor Macgregor;  antebraço fissurado: Victoria Leonardo e decisões inexplicáveis de juízes, como a derrota de Miranda Maverick, também tenham interferido em resultados.

Visão equivocada do analista

A visão do analista (equivocada), de tentar adivinhar o caminho da luta – por mais que isso ajude – muitas das vezes, se torna um caminho equivocado. Você não é mais parte de uma equipe, sem poder algum para interferir ou agregar ao resultado de uma luta. Então, este tipo de visão profissional, diferente da visão de um apostador, fez com que minha fairline estivesse desajustada, não errada. Pois, o critério de avaliação e as valências (35) estavam certos, não mudei nada. Mas o peso, sim. Estava muito, mais bastante equivocado.

O Feeling

A luta do último final de semana entre José Aldo e Pedro Munhoz me deu a noção exata onde estava errando, por mais que tivesse feito uma pick vencedora, coloquei elementos nela, determinantes para a vitória, afirmei que eram determinantes, porém, não dava o devido peso e universalidade em todas as lutas. Essa foi uma pick de feeling, com critério desajustado. Vamos a parte da pick onde aborto esses pontos os quais darei destaque e exemplos daqui para frente:

Critérios surgindo a partir da pick

“Munhoz tem volume a seu favor, acelera bastante os 2 primeiros rounds, assim como José Aldo. Entretanto, Peter Yan tem mais volume que Munhoz e fez luta acirrada com Aldo os 3 primeiros rounds. Fosse a luta de 3, não de 5Rs, talvez o resultado seria diferente, pois houve alternância de domínio nos rounds. Yan sentiu muito os chutes e os golpes na linha de cintura, de seu lado, os diretos incomodaram bastante José Aldo. Como disse, foi uma luta, até o final do 3R, bastante acirrada.

Aldo tem a seu favor o peso de seus golpes e sua envergadura, Munhoz tem o volume. Vai ser uma luta disputada, mas creio numa vantagem para Aldo nos 2Rs e uma luta bastante parelha no 3R.

Dou vantagem para o Aldo e uma vitória por pontos.”

Foi o que de fato aconteceu, sem tirar nem por, a não ser que os golpes na linha de cintura cansaram Munhoz e deram uma vantagem ainda maior ao Aldo no 3R.

Eureka!

A grande questão desta luta foi que tive o meu, digamos, lampejo de Arquimedes: Eureka (achei)!

Na pick falo de 3 pontos importantes que somados interferem no resultado de vitória da grande maioria dos atletas, são eles:

  1. Envergadura
  2. Força
  3. Técnica

Irei me deter nestes 3 itens e dar alguns exemplos de como estes fatores podem determinar diametralmente o resultado de uma luta e apontar meus erros, no que tange ao peso que dava para as valências quando fazia a precificação para achar o + EV das lutas.

Não percam a 2 parte, hein!

 

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